Empresas faturam R$ 9 bilhões com serviço delivery em 2015

Empresas faturam R$ 9 bilhões com serviço delivery em 2015

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Sucesso do atendimento faz proliferar empreendimentos específicos, e setor de delivery e cresce 12,5%

O serviço de delivery ainda traz muita controvérsia para o mercado de food service, principalmente em relação a sua qualidade. Contudo, não há como negar que este nicho de mercado está crescendo e mais consumidores optam pela opção.

Seja qual for o motivo que faz com que o cliente peça sua refeição para entrega – os motivos vão desde comodidade até falta de tempo –, o setor de delivery e “to go” (quando o consumidor compra um alimento e o consome em outro local, como é o caso do drive thru) encerrou o ano de 2015 com faturamento de R$ 9 bilhões.

E, mesmo com a crise, conseguiu a proeza de contabilizar R$ 1 bilhão a mais do que no ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Um crescimento de 12,5%. O segmento responde por 6% do mercado de alimentação fora do lar.

A empresa Un Goumert  iniciou as atividades neste ano e aposta em um modelo diferente, no qual o cliente compra o prato pelo site e a entrega ocorre no dia seguinte. “É um modelo diferente do delivery convencional. E o processo de preparo usado pela empresa, o Sous Vide (embalagem à vácuo, mantendo a propriedade dos alimentos), também é um diferencial”, diz Baltazar Melo, sócio do negócio.

Fábio Petruceli, analista de marketing do Sebrae Minas, ressalta que os pedidos vêm crescendo continuamente desde o início do serviço de delivery no Brasil, em meados dos anos 80. “Antes, as pizzarias eram as que contavam com o serviço e cobravam caro por ele, quando comparado ao valor do produto. Hoje, todo mundo entrega, a farmácia leva o remédio, a loja entrega a roupa, e a pet shop leva e traz o bichinho de estimação da família”, observa.

Para o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior, a necessidade de reduzir custos no orçamento familiar está ajudando o segmento de delivery a crescer, mesmo com a crise. “Com o orçamento apertado, as pessoas estão fazendo as contas, prestando mais atenção nos gastos. Para sair é necessário gastar com transporte e, muitas vezes, com estacionamento também”, analisa. O executivo acrescenta que a favor do segmento ainda está a comodidade, em especial, nas grandes cidades.

Fonte: Jornal O Tempo
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